Nos dias quentes de Verão não sinto solidão,
preencho-a com o som das ondas, um sorriso e uma lição.
O mar replica nos meus sonhos. As vozes ecoam como uma canção.
Livros, revistas, banalidades confundem-se no areal.
Mesmo os despojados de alegrias podem enriquecer ao sol.
Até os velhos, nestes dias, encontram a força de outrora e uma ou outra Mão.
O dourado do sol reflete-se nos corpos malhados, que brilham esponjados de cheiros tropicais.
O ócio que muitos reclamam, outros rejeitam, dizem que não.
Pretextos sentidos.
Outros querem implicar com os pobres citadinos que só ao sol querem ficar.
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