quarta-feira, 15 de junho de 2011

Se eu fosse um aspirador

Se eu fosse um aspirador, aspiraria a tua dor. Nem pó, nem réstia de cotão pairariam no teu coração.
Da mágoa não restava nada... Ele brilhava, brilhava!
Sugava o sofrimento, zero de tormento! E num brinco tu ficavas, mais uma vez brilhavas.
Ia ao mais pequeno recanto, para ter a certeza que nem por um dia sofrias.
Para que esse papão, esse tal de cotão, não ocupasse nem um milímetro desse grande coração!

Para o Pedrinho - 27 Julho 2009