sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para ti, Lisboa!

Amo-a! Amo-a como um filho pode amar uma mãe de beleza etérea, impressionante, mas distante. O pão com que me alimenta faz-me crescer dia a dia, mas o seu manto de luz dourada que se ilumina lá dos céus, não me aquece o peito em noites frias.
Não me embala os sonhos, quando encosto a cabeça na minha almofada.
Do seu cheiro não me lembro. Não o sinto. Fecho os olhos. Dos seus sons, um turbilhão, que me martela cá dentro, com aquele zumbido em coro.
O meu coração não se aperta quando penso em ti, nunca serás minha, nunca serei tua.
Não me deste o nome, mas seguraste a minha mão- A minha mão pequena e ossuda que queria agarrar o Mundo. E o meu Mundo eras tu, o meu novo Mundo por descobrir...
Tantas alegrias, tantas tropelias, tanta dor, tanto amor... E eu continuo aqui! Viste-me tornar mulher e foste crescendo aos meus olhos. Para mim serás sempre grande demais.