E se por um momento eu parasse...
E se de repente a vida cristalizasse.
Se num ápice tudo acontecesse, assim, de repente!
E se eu fechasse os olhos, agora, e a vida corresse, corresse...longe, por ali fora.
Queria ali tornar, àquele ponto.
Sim, mesmo nesse ponto. Porque não àquele lugar?
E se o Espaço, num segundo, pudesse mesmo ser o meu lar.
E se eu abraçasse mesmo o Mundo onde é que poderia ficar?
Aqui mesmo, diz ele, de olhar terno e seguro, poderás algum dia ser o meu Mundo?
Gira, volta, gira e volta a rodar.
Canta, passarinho, canta, vais encontrar o teu lugar.
E se no espaço de um segundo - vê bem, num segundo - não o conseguires encontrar, então, olha...espera um pouco!
Canta, passarinho canta, nunca pares de cantar...os sonhos, o teu ninho, algum dia hás-de encontrar.
Não te sintas perdido, voa, se tiveres de voar.
Repara bem...o teu destino, esse, ninguém te pode roubar!
Escrito a 14 de Janeiro de 2009
Para a Joana que tem lindas asas para voar.
domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Tratado da Felicidade

Não moas pensamentos lascivos que te picam a mente, como se de uma lâmina afiada se tratasse;
Não deixes que o peso da idade te vergue a coluna vertebral;
Não admitas que o teu semblante possa descair;
Não deixes a pele do teu rosto secar, quando te expões a raios que queimam;
Não consintas que a tristeza te embacie o olhar;
Não deixes que o sorriso se esmoreça a cada contrariedade;
Não permitas que um desgosto te dilacere, te rasgue o peito num golpe profundo;
Não toleres que o saco que carregas ao ombro seja pesado demais;
Não deixes que os teus braços tremam só porque achas que algo é grande demais para abraçares;
Não queiras que as tuas pernas falhem a cada sobressalto;
Não deixes que o peso da idade te vergue a coluna vertebral;
Não admitas que o teu semblante possa descair;
Não deixes a pele do teu rosto secar, quando te expões a raios que queimam;
Não consintas que a tristeza te embacie o olhar;
Não deixes que o sorriso se esmoreça a cada contrariedade;
Não permitas que um desgosto te dilacere, te rasgue o peito num golpe profundo;
Não toleres que o saco que carregas ao ombro seja pesado demais;
Não deixes que os teus braços tremam só porque achas que algo é grande demais para abraçares;
Não queiras que as tuas pernas falhem a cada sobressalto;
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